Mostrando postagens com marcador palavrinhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador palavrinhas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Um alguém


Não preciso mais provar nada à ninguém.
Nada para ninguém.
E de repente é tudo por alguém.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

eles só sabem perguntar o que será da minha vida.

o que serei quando crescer. se eu ainda não sou crescida, e não sou, então por que se preocupar com isto? que quando eu crescer, o tempo tratará de me fazer ser quem serei. e por que ninguém me pergunta o que vai ser de mim quando envelhecer? e porque eu não posso perguntar aos outros o que será deles na velhice? se não é falta de educação importunar uma criança, porque o seria com um idoso?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

a vela, a luz de fundo, as janelas abertas,

o vento, as cortinas de seda, os tons nudes, as pessoas toscas, a festa, o barulho da música, a fumaça dos cigarros, os garçons, as bebidas, as bandejas, os desfiles de vestidos e corpos. a moça parada, encostada, reprimida, esquecida no cantinho do balcão, bebendo, sozinha, triste, observadora. o cheiro irritante dos cigarros, os fumantes, jovens, tão jovens. a moça vestida de prata, jogada ao canto, como um nada. os homens, ocupados de mais, as mulheres, fofoqueiras de mais, as crianças, não estão por aqui. os jovens, só restam os jovens e seus malditos cigarros.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

chuva fina e fria. simples, gélida

e cheirosa. chuva dondoca, serelepe, desigual: acompanhada pela insensata e robusta brisa. chuva tola e ingênua que se joga ao léu e permite ser levada para lá e para cá, como folhas secas de outono. vibra e goza das sensações que insiste em chamar de liberdade. se acha livre e mal sabe que é mais presa que o certo. insossa chuva, que molha tudo e vida dá, nem tem conhecimento do quão tua aventura é importante para os seres que habitam o planeta terra.